Líder do PCC afirmou manter diálogo com PT


Mensagens de áudio obtidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Cravada, deflagrada para desestruturar o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) apontam ligação entre a facção criminosa e o Partido dos Trabalhadores (PT). Nos diálogos, um dos líderes da organização afirma que havia diálogo com o PT. Em meio às declarações, o criminoso faz críticas ao ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Em um dos trechos das conversas, Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como Elias, apontado pela investigação como tesoureiro da facção, critica as primeiras medidas do governo Bolsonaro em relação a segurança pública. "Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão".

Em seguida, Elias faz críticas ao ministro Sérgio Moro, e reclama da ausência de diálogo. "Com nois já não tem diálogo, não, mano. Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não. Esse Moro aí, esse cara é um filha da puta, mano. Esse cara aí é um filha da puta mesmo, mano. Ele veio pra atrasar", disse.

Após as críticas ao governo, o criminoso afirma que havia diálogos com o PT, em governos anteriores. “Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano", disse Elias. A conversa interceptada teria sido com  André Luiz de Oliveira, conhecido como "Salim.