• Desembargador interrompe julgamento do processo contra a diplomação de Prefeito de Tabira

    Dois candidatos derrotados à prefeitura de Tabira ajuizaram recurso no TRE contra a diplomação do prefeito reeleito Sebastião Dias (PTB), um dos mais famosos repentistas do Brasil. Três desembargadores eleitorais votaram pelo arquivamento do recurso: Érika Ferraz (relatora), Júlio Oliveira e Stênio Neiva. Mas o julgamento do processo foi interrompido por um pedido de vistas do desembargador Vladimir Carvalho. O advogado Roberto Moraes defende o prefeito.

    Com informações de Inaldo Sampaio

  • Aécio afirma que estava sem dinheiro e caiu em armação de Joesley

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse, em vídeo postado no Facebook, que concordou em aceitar R$ 2 milhões emprestados do empresário Joesley Batista porque não tinha dinheiro para pagar seus advogados na Lava Jato mas que o dono da JBS fez uma “armação” contra ele para fazer parecer que tinha cometido um ato ilegal.

    Foi a primeira declaração de Aécio diretamente aos seus eleitores – “de coração aberto”, segundo ele – desde que veio à tona gravação feita pelo empresário  em que ambos combinam como seria feito o repasse do dinheiro. Antes, ele havia apenas publicado uma defesa em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, encerrada após a revelação do escândalo.

    As denúncias resultaram na abertura de inquérito pelo Supremo Tribunal Federal, na suspensão do seu mandato de senador – Aécio recorre nos dois casos – e no pedido de sua prisão, que será analisada pelo STF, de sua irmã, a jornalista Andrea Neves e de seu primeiro, Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred – os dois estão presos.

    “Quero me dirigir em especial a você que acompanhou e sempre confiou em meus 30 anos de vida pública, exercida sempre com dignidade, com honradez, em que respeitei cada voto que recebi. Fui vítima de uma armação conduzida por réus confessos que só tinham um objetivo: livrar-se dos gravíssimos crimes de que são acusados, mesmo que para isso tenham de implicar pessoas de bem”, afirmou.

    De acordo com ele, “essa armação me tornou hoje alvo de acusações e de suspeitas e levou a medidas injustificáveis, como a prisão de meus familiares, que, reafirmo aqui, não cometerem nenhum ato ilícito”.

    “O fato verdadeiro é apenas um: há cerca de dois meses, eu pedi a minha irmã Andrea que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra de um apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos, herança de seu ex-marido e que havia sido colocado à venda. Com parte desses recursos, eu poderia pagar as despesas com minha defesa em inquéritos que, tenho certeza, serão arquivados”, disse.

    “E fiz isso porque não tinha dinheiro, não fiz dinheiro na vida pública. A partir daí, esse cidadão [Joesley] armou uma encenação e ofereceu outro caminho: um empréstimo de 2 milhões de reais, que era o que nós calculávamos que teríamos de gastar ao longo dos próximos anos. Esse dinheiro, é claro, seria regularizado através de um contrato de mútuo, até para que meus advogados fossem corretamente pagos”, continuou o senador afastado.

    “Essa nunca foi a intenção do criminoso. Na verdade, o que ele queria era criar uma falsa situação que transformasse uma operação entre privados, que não envolveu qualquer dinheiro público, que não envolveu qualquer contrapartida, em um ato de aparência ilegal”, disse.  “Esses são os fatos, esta é a única verdade. Eu reafirmo aqui, de forma definitiva: não cometi qualquer crime, minha irmã Andrea não cometeu crime algum. Frederico, meu primo, não cometeu crime algum. São pessoas de bem, que sofrem hoje as injustiças das sanções que são impostas”, afirmou.

  • Festa das Rosas: Lucila Santana destaca campo cultural e sócio econômico do município de Flores

    A primeira Dama e Secretária de Turismo e Eventos de Flores, Lucila Santana, através de entrevista, falou sobre a importância da Festa das Rosas e de seu impacto cultural e social para a sociedade do município.

    Lucila Santana ressaltou que "o plano de fundo da festa será a homenagem a Lindaura Santana e a Clotilde Martins, duas mulheres que deram sua contribuição social, política e cultural para a nossa terra".

    Destacando que a cidade de Flores se prepara para um resgate cultural com ênfase em artistas da nossa terra, Lucila completou que: "vamos também oferecer serviços de saúde e mostrar através de stands nossa responsabilidade com a saúde do nosso povo. Nós queremos a participação de toda a nossa sociedade pois a festa é isso, uma grande confraternização do povo florense", disse.

    A titular da pasta de eventos quanto as doações de alimentos, revelou que  recebeu mensagens de agradecimento, e de apoio de pessoas dizendo que "temos que continuar com essa ação, pois isso é pra benefício dos que mais precisam, e com relação àqueles que não puderem doar, não tem problema, eles vão participar da festa do mesmo jeito, pois a festa é do povo", frisou Lucila.

    A primeira Dama fez questão de centralizar todas as ações e participações da festa para o campo cultural e sócio econômico do município de Flores, que vem se transformando em exemplo para as demais cidades da região quando o assunto é cultura e planejamento econômico convertidos em projetos nas áreas de saúde, esporte, educação e lazer.

  • Prefeitura de Princesa Isabel antecipa pagamento de servidores

    A Prefeitura de Princesa Isabel inicia nesta quarta-feira (24) o pagamento de parte da folha do mês de maio de 2017. Será injetado na economia do município aproximadamente R$ 700 mil. Aposentados e pensionistas, assim como os servidores da educação receberão o pagamento como previa o calendário, nos dias 30 e 31 de maio.

    O prefeito Ricardo Pereira, já havia se pronunciado sobre a antecipação de pagamentos. De acordo com ele, a medida que houver dinheiro em caixa, serão efetuados os pagamentos.

  • PF prende ex-governadores do DF e assessor de Temer

    A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Panatenaico, que investiga uma organização criminosa suspeita de desviar até 900 milhões de reais em recursos das obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para a Copa do Mundo de 2014, informou a PF em comunicado.

    Entre os alvos de operação estão, segundo a PF, agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de três gestões do governo do Distrito Federal. São alvos de mandados de prisão como parte da operação os ex-governadores do DF Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), que atualmente é assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB). Os três já foram detidos pela Polícia Federal.

    Orçadas inicialmente em 600 milhões de reais, as obras de reforma no estádio de Brasília para o Mundial custaram 1,575 bilhão de reais, fazendo da arena a mais cara da Copa do Mundo de 2014, de acordo com a PF.

  • Marconi diz que dribla a crise planejando e que o foco é acabar com a política partidária

    Durante entrevista com o comunicador Anderson Tennes, na rádio Cultura FM, no início da manhã desta Terça (23), o prefeito de Flores, Marconi Santana, pontuou as ações que estão sendo realizadas em sua gestão. Marconi falou sobre as seguintes ações:

    "A gente implementou vários serviços para dar suporte ao serviço cardiológico, contratamos mais agentes de saúde para o combate ao Aedes aegypti e reduzimos os índices de proliferação das doenças causadas pelo mosquito. Os casos de microcefalia em nosso município também foram reduzidos. Implantamos uma central de serviços com wi-fi para acelerarmos e ampliarmos os serviços de visitação dos agentes de saúde dando assistência imediata para os problemas que se apresentarem".

    Sobre o FPM, o prefeito ressaltou a importância dos planejamentos econômicos que estão dando certo no município, e que podem servir de exemplo para os outros municípios do Pajeú, ressaltando que o segredo para tirar do papel tantas ações é trabalho.

    Marconi destacou a importância do apoio do Deputado Joaquim Lira para que essas ações se concretizem em sua gestão, e também fez um apelo aos condutores de motocicletas para que os mesmos se voltem para a responsabilidade e conscientização que a campanha do Maio Amarelo exige.

    Como presidente do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú - CIMPAJEÚ, o gestor declarou que as demandas com relação as contas de cada município foram levadas à Marcha dos Prefeitos em Brasília, e afirmou que de certa forma o consórcio recebeu ajuda. Marconi ainda falou sobre a responsabilidade que cada gestor tem em manter as contas de seus municípios em dia para não extrapolarem a lei de responsabilidade fiscal, e depois não caírem na rejeição de contas do TCE.

    O gestor de Flores evitou, quando provocado pelo apresentador, de falar como recebeu o município.

    “Acabamos com essa questão de política partidária e nosso foco agora é unir a população de Flores. O que está em jogo somos nós que moramos em Flores. Esse foco da população, e as redes sociais tem nos mostrado isso. As pessoas, que não compartilharam com o voto estão vendo que estamos trabalhando para unir. Nós viemos para fazer uma mudança e fazer uma questão diferente. Decidimos em trabalhar incansavelmente pelo município de Flores, fomentar o desenvolvimento acelerado do município de Flores”, destacou.

  • Janot volta a pedir prisões preventivas de Aécio e Rocha Loures

    O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, recorreu nesta segunda-feira e pediu ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que reconsidere decisão tomada monocraticamente na semana passada e determine as prisões preventivas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

    A solicitação de Janot foi feita por meio de agravo regimental. Assim, caso Fachin não volte atrás, o procurador quer que os pedidos de prisão sejam apreciados “com máxima urgência” pelo plenário do STF.

  • Paulo Câmara: Estou indignado, mas não vou baixar a cabeça

     
     
    O governador Paulo Câmara reagiu hoje (22/05) com indignação às insinuações feitas, em delação premiada, pelo executivo da empresa JBS Ricardo Saud. "Quero dizer que estou indignado, mas não vou baixar a cabeça. Eu tenho o compromisso de trabalhar por Pernambuco e vou continuar trabalhando. Sou servidor público. Vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios: a minha família e meu nome. E ninguém vai manchá-los", declarou Paulo Câmara, durante cerimônia no Palácio do Campo das Princesas.

    "Quero também aproveitar essa oportunidade de estarmos aqui hoje, numa plateia tão qualificada, com tanta gente, tantos amigos e amigas que estou vendo aqui para, também, dar uma explicação. Na verdade, dar uma satisfação. Dizer o que é preciso ser dito a cada pernambucana e a cada pernambucano diante dos fatos que a gente tem ouvido falar desde a última sexta-feira. A minha campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos da empresa JBS. Quero dizer isso porque nem minha campanha, nem o PSB estadual recebeu nenhum centavo desta empresa. As doações que a JBS fez foram ao PSB nacional, que registrou. Está tudo registrado nas doações do PSB nacional", discursou Paulo. E acrescentou: "Essa própria pessoa que está fazendo a delação foi muito textual ao dizer que a doação ao PSB nacional ocorreu sem nenhuma contrapartida e sem nenhum benefício".

    O governador Paulo Câmara lembrou que na Petição 7.003 do Ministério Público Federal, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que trata da delação premiada da JBS,  não há menção ao nome dele, nem do prefeito Geraldo Julio e nem do ex-governador Eduardo Campos. A petição foi acolhida pelo relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

  • Kaio Maniçoba (PMDB) diz que Temer prestaria um grande serviço ao país se afastando do cargo

    Kaio Maniçoba do PMDB, deputado federal sertanejo, natural de Floresta, em entrevista ao comunicador Anderson Tennens, sustentando um discurso que tem que defender o que acredita, acabou revelando o posicionamento do PMDB de Pernambuco liderado por Raul Henry, vice de Paulo Câmara do PSB, que a legenda resolveu seguir com independência do governo Temer do mesmo partido. Temer foi apontado pelo dono empresa JBS de comprar o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB) e operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato.

    “O PMDB de Pernambuco hoje vai se comportar com independência do governo Temer, se ele se segurar um mês ou dois meses... eu não sei quanto tempo ele fica. E se tiver uma matéria importante, e que a gente que é necessária para o povo, a gente vai ter que votar com a maior tranquilidade e vai ter que criticar quantas vezes for preciso, para que ele possa se afastar do cargo”, disse Maniçoba que aproveitou o embalo da fala contra o presidente para sugerir que Temer se afaste do cargo.

    “O grande serviço que ele poderia dá ao país era se afastar do cargo de Presidente neste momento”, aconselhou Maniçoba.

     

  • Danilo Cabral defende Paulo Câmara e chama de “maloqueiro” delator da JBS que envolveu PSB

    O Deputado Federal Danilo Cabral (PSB-PE) condenou em entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, a delação de Ricardo Saud, da JBS, sobre um eventual acerto de R$ 15 milhões que seria para campanha presidencial de Eduardo Campos, que teria sido cobrado pós morte de Campos por Geraldo Júlio e Paulo Câmara.

    “O PSB defende todas as investigações e ao fim quem teve conduta imprópria que pague. Mas em Pernambuco, tentam atingir à liderança da legenda em Pernambuco algum tipo de conduta irregular. Nunca em Pernambuco recebemos qualquer tipo de doação da empresa. A campanha de Câmara nunca recebeu nenhum real da JBS nem oficial nem extra oficialmente. O PSB não está incluído na lista dos que receberam”, afirmou.

    Cabral não poupou críticas aos delatores. “Trata-se de um criminoso com fala irresponsável, a partir de acusações feitas a terceiros para buscar a sua liberdade. Isso não existiu. No próprio documento apresentado pela Procuradoria e homologado pela justiça não há qualquer relação nem informação que incrimine o partido”.

    Perguntado se , mesmo com doação oficial para campanha de Campos, a JBS não queriam manter uma relação não republicana caso o socialista fosse eleito, Danilo se defendeu. ” Em 2014 as regras estabeleciam que você poderia ter campanhas financiadas por empresas. Não há nenhuma ilegalidade. Essa era a regra. O que foi colocado lá pelo próprio Ricardo Saud, diz de forma expressa que a doação foi feita sem qualquer tipo de negociação comprometedora. Joesley se comprometeu a fazer doações para a campanha de Eduardo, mesmo priorizando Dilma e Aécio”.

    Danilo fez uma defesa enfática de Câmara e uma crítica contundente aos delatores. “. Paulo Câmara é pessoa honesta. Não dá um passo além da risca e fica esse sujeito querendo atacar a honra de alguém que sua vida fala por si só”. Quanto aos delatores: “Não podemos ter uma posição de um criminoso, um maloqueiro fazendo isso, agora em Nova Iorque e que fique por isso mesmo. Não podemos colocar todo mundo na vala comum”.

    Perguntado sobre a possibilidade de Temer renunciar, Cabral disse acreditar que ele ainda não o fez porque está montando a melhor estratégia para isso. “O PSB apontou que o governo de Temer perdeu totalmente as condições de governabilidade. O caminho mais rápido é o da renúncia. Defendo o momento de mais uma vez ouvir o povo. Só a urna dá essa legitimidade”.

    Fonte: Nill

  • Ministros e aliados de PSDB e DEM foram a reunião com Temer

    Quatro dias após as primeiras informações da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer se reuniu na noite deste domingo, no Palácio da Alvorada, com ministros e líderes do governo no Congresso Nacional. O objetivo da reunião, considerada informal por aliados, foi discutir a crise política deflagrada depois que vieram a tona as delações premiadas dos executivos da JBS, que envolvem a gravação de uma conversa entre Temer e Joesley.

    Durante o encontro, o presidente voltou a afirmar que não vai renunciar e fez críticas ao seu delator. Em um apelo, pediu para que Congresso não fique paralisado pela crise e mantenha as votações previstas.

    Os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco; da Fazenda, Henrique Meirelles; da Integração Nacional, Helder Barbalho; e do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participaram do encontro.

    O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), chegou ao Alvorada por volta de 20h, assim como o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE). Segundo Moura, o fato de o Planalto ter agendado inicialmente um jantar com lideranças partidárias não foi um recuo.

    “Trata-se de uma reunião como as demais e que têm ocorrido desde quarta-feira. No momento certo, vamos convocar a base para uma reunião formal”, afirmou, sem informar a data.

    Fonte: Veja

  • Base aliada de Temer se reúne amanhã para discutir desembarque

    O PSDB, o DEM e o PPS se reunirão amanhã, domingo, em Brasília, para discutir a saída das siglas do governo. Hoje, a tese majoritária é a do desembarque. As lideranças querem tirar uma posição conjunta e que deixe clara a prioridade a ser adotada a partir de uma eventual renúncia de Michel Temer (PMDB): a de “manter o projeto” – o que, na prática, significa a aprovação das reformas e a preservação da política econômica.

    Para um líder tucano, o discurso do presidente neste sábado não alterou em nada a situação, que o partido considera “crítica”. O PSDB não pretende abraçar a bandeira da eleição direta no caso da queda do peemedebista. “A saída será pela Constituição”, afirma o dirigente. A Constituição prevê que o sucessor de Temer seja definido pelo Congresso, após convocação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumiria o cargo interinamente e teria 30 dias para convocar a eleição.

  • PSB anuncia oposição ao governo Michel Temer e passa a defender renúncia

    O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e o secretário-geral do partido, José Renato Casagrande, informaram neste sábado (20) que a legenda decidiu fazer oposição ao governo e passará a defender a renúncia do presidente Michel Temer.

    Atualmente, a legenda comanda o Ministério de Minas e Energia. Siqueira e Casagrande deram a informação à imprensa após reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília.

    Segundo o presidente e o secretário-geral da legenda, o PSB também passará a defender a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a realização de eleições diretas no caso de vacância do cargo de presidente da República.

    A decisão do PSB é anunciada em meio à maior crise política enfrentada por Temer desde que ele assumiu a Presidência da República, causada pelas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e de Ricardo Saud, diretor da J&F.

    Fonte: G1

  • Delação da JBS mostra que a Lava Jato não escolhe partidos. Qual a saída para o caos?

    Desde o início da Lava Jato, há três anos, os petistas tentam emplacar uma narrativa não correspondente aos fatos: a de que a operação foi forjada para exterminar o PT e colocar atrás das grades o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impedindo-o de concorrer novamente à Presidência. Igualmente envolvidos em escândalos de corrupção, cabeças coroadas de PMDB e PSDB, segundo a mesma tese da vitimização, receberiam a condescendência de uma Justiça que se apresentaria de olhos vendados para suas práticas nada republicanas. Na última semana, prevaleceu na Lava Jato a chamada “erga omnes”, um latinismo utilizado no meio jurídico para designar que a lei e a Justiça valem para todos, sem distinção: o presidente da República, Michel Temer, do PMDB, e os tucanos Aécio Neves e José Serra – bem como os petistas Lula e Dilma, figuras carimbadas de outros escândalos – foram severamente atingidos pela delação dos empresários Joesley e Wesley Bastista, donos da empresa global JBS.

    O roteiro obedeceu ao script de casos anteriores que implicaram apenas os integrantes do PT: vazamento pela imprensa dita (por eles) “golpista”, alguma imprecisão nas informações divulgadas e gravações às escondidas em que o delator induz diálogos a fim de flagrar a autoridade em situações embaraçosas. Só que pelo menos num primeiro momento, calculadamente, não se ouviu da militância organizada um reparo sequer à atuação do Ministério Público que solicitou – e conseguiu – autorização do Supremo Tribunal Federal para investigar o presidente da República, justamente no momento em que o País demonstrava fôlego econômico. Residem aí duas faces antagônicas de uma importante constatação: a deletéria ao País é que, sim, ainda há uma parcela da sociedade suscetível a discursos rasos, demagógicos e sem conexão com a realidade, cujo único propósito é o de guindar de volta ao Palácio do Planalto aqueles que por 13 anos institucionalizaram a corrupção no País, não só para se perpetuarem no poder como para enriquecimento próprio.

    A principal delas, e fundamental para a consolidação das instituições, é que a tarefa de limpeza moral e ética da qual se imbuiu os membros da força-tarefa da Lava Jato não deve mesmo ser interrompida, mesmo diante de pressões de toda ordem.

  • Meio bilhão em propinas a 1.829 candidatos: o festival da JBS

    Em menos de três minutos, o ex-diretor da JBS Ricardo Saud apresenta, no vídeo a seguir, um balanço estarrecedor do alcance da propina paga a políticos de Norte a Sul do país. Nada menos que 1.829 candidatos foram financiados com recursos que atingiram a cifra de quase 600 milhões de reais. Desse montante, no máximo 15 milhões de reais são considerados dinheiro “limpo”.  

    “O resto tudo é propina, tudo tem ato de ofício, tem promessa. Tudo tem alguma coisa”, resumiu Saud, em depoimento ao Ministério Público.

    Os quase 2 mil candidatos beneficiados pelos cofres da JBS estão espalhados por 28 partidos. Desses, foram eleitos 16 governadores – sendo quatro do PMDB, quatro do PSDB, três do PT, dois do PSB, um do PP e um do PSD.

    Com a ajuda do dinheiro fraudulento, também obtiveram sucesso nas urnas 167 deputados federais de 19 legendas e 179 deputados estaduais de 23 estados. Vinte e oito senadores, alguns dos quais disputaram as eleições para governador ou tentavam a recondução no cargo, receberam propina da JBS.

    Depois de revelar o tamanho do mercado partidário que o frigorífico comprou, Saud disparou um torpedo contra o argumento fartamente usado pelos políticos, que dizem não saber que são financiados com propina. “É muito difícil o cara não estar sabendo que o PT comprou o partido ‘x’ ou deixou de comprar o partido ‘y’; que o Aécio comprou o partido ‘x’ ou deixou de comprar o partido ‘y’. Se ele recebeu esse dinheiro, ele sabe de um jeito ou de outro que foi propina. Essas pessoas sabem disso”, disse o delator.

    Fonte: veja

  • Delator diz que Temer pediu R$ 1 milhão em dinheiro vivo

    O ex-diretor do frigorífico JBS Ricardo Saud afirmou, em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que o presidente Michel Temer pediu a entrega de 1 de milhão de reais, em dinheiro vivo, numa empresa do coronel aposentado João Baptista Lima. O militar, amigo de Temer, é um dos homens de confiança do presidente.

    O endereço do local, segundo o delator, foi repassado por Temer num bilhete para o executivo durante reunião ocorrida em São Paulo no auge das eleições de 2014. “O dinheiro era do PT. O PT deu para o presidente Temer para usar para campanha de vice. E assim foi feito e, não satisfeito, ainda guardou um milhão para ele no bolso”, diz Saud.

  • Diretor da JBS diz ter pago propina a Paulo Câmara; em nota governador se defende

    Diretor da JBS, o delator Ricardo Saud afirmou, em delação à força-tarefa da Lava Jato, que negociou o pagamento de propina na campanha de 2014 com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio; ambos do PSB. Tudo começou com um acerto para pagar R$ 15 milhões para a campanha presidencial do ex-governador Eduardo Campos, falecido em agosto de 2014. A delação envolve também o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB).

    “Exatamente no dia que ele faleceu, eu estava com o Henrique que era a pessoa dele que ele mandava… Ou o Henrique, ou o Paulo Câmara ou o Geraldo Julio para ir lá tratar da propina”, afirma Saud.

    Após a morte de Eduardo, Saud conta que foi procurado por Geraldo Julio pedindo para que fosse honrado o pagamento do que havia sido negociado com Eduardo. O objetivo era vencer a eleição pelo governo de Pernambuco.

    OUTRO LADO

    Logo após ficar sabendo que teve seu nome citado pelo delator Ricardo Saud, por ter recebido propina na campanha de 2014, o governador de Pernambuco Paulo Câmara, emitiu nota a imprensa repudiando veementemente o que ele chamou de “exploração política”. Leia a nota:

    “Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento  do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores.  Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.

    Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional “não houve negociação nem promessa de ato de ofício”, o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como “propina” ou “pagamento”.

    Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

  • Delator diz que Temer pediu R$ 1 milhão em dinheiro vivo

    O ex-diretor do frigorífico JBS Ricardo Saud afirmou, em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que o presidente Michel Temer pediu a entrega de 1 de milhão de reais, em dinheiro vivo, numa empresa do coronel aposentado João Baptista Lima. O militar, amigo de Temer, é um dos homens de confiança do presidente.

    O endereço do local, segundo o delator, foi repassado por Temer num bilhete para o executivo durante reunião ocorrida em São Paulo no auge das eleições de 2014. “O dinheiro era do PT. O PT deu para o presidente Temer para usar para campanha de vice. E assim foi feito e, não satisfeito, ainda guardou um milhão para ele no bolso”, diz Saud.

  • Temer:

    O presidente Michel Temer fez pronunciamento na tarde desta quinta-feira. Temer resolveu se pronunciar após vir a público gravações, reveladas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, onde ele aparece dando aval ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, para pagar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-Rj).

    Temer negou qualquer envolvimento com Batista, completando que: "Não renunciarei, não renunciarei" e que o seu compromisso é com o Brasil.

  • Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje

    O presidente Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje. Já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação do pronunciamento que informará o país a respeito.

    Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.

    A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.

    Fonte: Ricardo Noblat