O assassinato de Orisvaldo Rocha, de 64 anos, ocorrido na noite desta quinta-feira (3), no bairro Ipsep, em Serra Talhada, provocou indignação e revolta não apenas pela brutalidade do crime, mas também pela forma como o caso vem sendo conduzido pelas autoridades competentes.
Orisvaldo, natural do distrito de Tauapiranga e ex-funcionário da empresa Jodibe, foi alvejado por disparos de arma de fogo dentro de seu veículo, em frente à própria residência, na Rua Monsenhor José Kerhle, por volta das 18h. Ele havia acabado de chegar do trabalho e ainda estava no carro quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.
Embora a Polícia Militar e a Polícia Civil tenham comparecido prontamente à cena do crime, o corpo de Orisvaldo só foi removido do local por volta das 22h20, segundo familiares. E a revolta da família aumentou ao saber que o corpo só chegou ao IML de Caruaru por volta das 10h da manhã desta sexta-feira (4), com previsão de retorno apenas no fim da tarde.
“Ele estava trabalhando, chegou por volta das 18h e antes mesmo de desligar o carro, foi alvejado por homens numa moto. Não sabemos de absolutamente nada que possa ter levado a isso”, contou um parente próximo ao blog de Júnior Campos, que preferiu não se identificar. “Nós, como família, ficamos revoltados com a falta de responsabilidade para conosco. O corpo só foi tirado do carro por volta de 22h20. Isso é desumano.”
Ainda segundo esse familiar, a família optou por não se manifestar publicamente neste momento de dor, mas afirmou que pretende encorajar um dos filhos a apresentar sua versão dos fatos nos próximos dias.
Este é o sétimo homicídio registrado em Serra Talhada em 2025, interrompendo um intervalo de quase dois meses sem crimes letais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.